Pet-Informações                                                                                                                       CHINCHILA



 

Histórico Alimentação
A Chinchila Higiene
Características e Comportamento Saúde
Reprodução Doenças
 
 

 

 

 

Histórico:
A chinchila é um animal herbívoro, originário da América do Sul, precisamente das altas planícies dos Andes. Neste seu habitat primitivo, via de regra desértico, alimentava-se apenas de ervas (gramídeos), cascas e folhas de arbustos. Normalmente, fazia muito calor durante o dia e muito frio a noite. Sendo de hábitos noturnos, ela se abrigava em tocas durante o dia e a noite saía para comer. 

As chinchilas foram praticamente extintas de seu habitat natural, pois foram muito caçadas devido ao alto valor de sua pele. A primeira criação de chinchilas em cativeiro foi iniciada na Califórnia pelo engenheiro de minas americano Mathias Chapmam. Em suas explorações, deparou-se com este animal e ficou impressionado com a delicadeza e suavidade de sua pele. Levou então alguns exemplares aos Estados Unidos e assim iniciou sua criação

 

Início


A Chinchila:

Existem hoje, vivas, apenas duas espécies de chinchilas. A chamada chinchila lanígera, que é a chinchila que conhecemos, criada em cativeiro e a brevicauda, a qual vive somente em estado selvagem. As chinchilas podem viver até vinte anos, ou mais, desde que bem tratadas. Elas pesam entre 450 e 1000 gramas, mas o peso depende da constituição, genética, alimentação etc. As fêmeas tendem as ser maiores que os machos e as standard são maiores, em geral, que as chamadas mutações, como as beges e black velvet.

As chinchilas não enxergam muito bem, em compensação, têm excelente audição e os pêlos em torno do nariz, ou bigodes, são o seu melhor sentido. Portanto, também têm um bom olfato.

Elas possuem um pêlo muito denso, o que evita a infestação com piolhos, pulgas e outros parasitas. 

As chinchilas são roedores e como tal têm dentes afiados. Elas tendem a morder quando se sentem ameaçadas, como uma forma de defesa. Elas também mordiscam tudo que encontram, apenas por curiosidade, e isto inclui desavisados dedos humanos.

As fêmeas também podem emitir jatos de urina como forma de agressão e de defesa e não é raro que estes jatos sejam enviados em direção aos humanos que as manipulam, principalmente quando elas têm crias novas.

As chinchilas têm como inimigos naturais principalmente aves de rapina, portanto se são apanhadas por cima, pelo dorso, certamente irão se debater e soltar pêlos como uma forma de defesa. Procure pegar sua chinchila sempre por baixo, a fim de minimizar ao máximo o stress.

Lembre-se que chinchilas são tidas como presas na natureza, não são predadores e, assim, são receosas e tímidas com relação aos humanos. Também não são cachorros e nem gatos e não gostam de ser apanhadas. As chinchilas têm vontade própria e são excelentes animais de estimação, desde que respeitadas as suas características. Portanto, não espere que logo de início a sua chinchila se deixe acariciar, ou que vá sentar em seu colo. 

Contudo, elas se acostumam muito rapidamente aos seus donos e às pessoas que cuidam delas. Com o tempo, elas vão brincar com esta pessoa, pular sobre ela, subir em seus braços, cabeças ou ombros. É preciso paciência com a sua chinchila. Elas são extremamente inteligentes, mas também têm temperamentos diversos. Algumas chinchilas sempre vão ser mais ariscas do que as outras, convém respeitar a sua personalidade.

Início


Características e Comportamento:
Chinchilas são animais noturnos, sendo mais ativas à noite. São, assim, animais ideais para aquelas pessoas que só têm tempo para brincar com elas à noite. Elas também costumam se alimentar mais à noite. As chinchilas são animais que vivem em grupos familiares, compostos geralmente por um único macho e algumas fêmeas. Em criatórios comerciais elas são geralmente mantidas em famílias de sete animais, sendo um macho e seis fêmeas. Como animais de estimação são geralmente mantidas como um casal, ou como um macho com duas ou mais fêmeas.

Geralmente o macho tem uma personalidade mais dócil que a fêmea, ao contrário da maioria dos mamíferos.

As chinchilas também podem ser mantidas como animais de estimação solitários, mas neste caso recomenda-se que o 
animal receba muita atenção e carinho e estímulos de seus proprietários, caso contrário poderá se tornar um animal triste, deprimido ou estressado.

Também é possível manter apenas animais do mesmo sexo e neste caso o ideal é que sejam acostumados um com o outro desde filhote, caso contrário esta convivência certamente será difícil, principalmente em se tratando de dois machos.  Caso opte por ter dois machos, não introduza uma fêmea, pois certamente redundará em brigas terríveis, que podem até levar à morte. Ai será preciso separá-los em gaiolas distintas e introduzir uma fêmea para cada macho, formando-se duas famílias distintas. 

As chinchilas comunicam-se entre si emitindo sons e cheirando o nariz e os genitais uns dos outros. Também emitem sinais sonoros que reproduzem diversas situações, como alerta, medo, dor, procriação etc.

É recomendável manter uma ou mais tocas de madeiras na gaiola para que as chinchilas possam se refugiar e dormir, principalmente durante o dia.

A chinchila pode viver em qualquer ambiente, pois é extremamente limpa e não desprende odores. Devido a densidade de seus pelos, nela não se cria nenhuma espécie de parasitas comuns aos outros animais domésticos.

As gaiolas devem ter um tamanho adequado para o número de chinchilas ali mantidas. Também é conveniente que, além das tocas, se forneça brinquedos de madeira para as chinchilas roerem; além delas poderem desgastar os dentes, os brinquedos também têm o efeito de aliviar o stress. Mas, ATENÇÃO, somente ofereça madeira sem tratamento químico algum para as chinchilas. Alguns produtos químicos podem ser fatais. O ideal é o pinus sem qualquer tipo de tratamento químico. É a mesma madeira usada para se fazer a maravalha que serve como cama da chinchila.

Início


Reprodução:
A chinchila é um animal mamífero e sua reprodução sexuada. A partir dos 7 meses é considerada adulta para reprodução, podendo assim ser acasalada. A fêmea tem seu período de ovulação a cada 28 dias permanecendo neste período de 3 a 5 dias. O cruzamento ocorre quase sempre no período noturno e uma vez fecundada, a fêmea expele um tampão ceroso chamado ‘stopper’ que poderá ser encontrado no funda da gaiola. O perído de gestação é de 111 dias, podendo ter 2 a 3 partos em um ano, com 1 a 4 filhotes por parto. Os filhotes já nascem com dentes, pelos e  os olhos abertos e com pouco tempo de vida já saem andando pela gaiola. 

Início


Alimentação:

A chinchila é um animal que come pouco e assim deve ser mantido. O ideal é uma chinchila (adulta) comer entre 20 a 35 gramas de alimento por dia. Deve-se fornecer ração própria para chinchila diariamente. A melhor forma de medir a quantidade é usar um frasco vazio de rolo de filme. Deve-se fornecer uma medida diária de ração para cada chinchila.
A chinchila também deve receber diariamente um punhado de alfafa, que pode ser em rama ou em cubo. Recomenda-
se alternar o tipo de alfafa, pois a alfafa em rama propicia um melhor funcionamento do intestino e é rica em proteínas. Já a alfafa em cubo também fornece preciosos nutrientes e é apreciada pelas chinchilas, pois pode ser roída.

Há, contudo, outros alimentos que podem e devem ser fornecidos às chinchilas. Elas podem comer maçãs desidratadas ou frescas, pêras, mamão desidratado, passas, bolacha água e sal, cenouras frescas e bananas. Chinchilas adoram uva-passa, que deve ser fornecida diariamente. Elas também adoram a maçã desidratada e esta é rica em ferro e vitaminas. A cenoura fresca pode ser fornecida uma vez por semana. A quantidade deve ser sempre pouca, visto que as chinchilas são animais frugais e excesso de alimento pode causar-lhes complicações intestinais. Assim, podem ser fornecidas três ou quatro passas diárias por animal, uma ou duas fatias de maça desidratada ou uma fatia pequena de maçã fresca, uma fatia de mamão desidratado, uma rodela de cenoura e uma fatia de pêra e uma bolacha água e sal.

Em alguns pet shops são encontrados alimentos próprios para chinchila, como pedra mineral, barrinha de cereal e coquetel de alimentos secos, são geralmente importados e muito bem aceitos pelas chinchilas. 

Início


Higiene:

Banho: As chinchilas devem tomar banho em carbonato de cálcio ao menos uma vez por dia por cerca de 05 minutos, mas nada impede que o banho fique à sua disposição por mais tempo. Deve ser adquirido o produto próprio para a chinchila e que é encontrado na maioria dos pet shops. Deve ser colocado uma quantia de cerca de um dedo de espessura na “banheira”; o pó deve ser peneirado todos os dias antes do banho e trocado uma vez por semana. O banho de pó só deve ser interrompido nos primeiros dias após o parto ou durante algum tratamento de saúde da chinchila. A ausência do banho causa enorme stress ao animal e prejudica sua saúde e o seu pêlo. Não deixe de fornecê-lo ao seu animal.

Gaiola: A cama da chinchila deve ser trocada ao menos uma vez por semana. As chinchilas não emitem odor, pois não têm glândulas sudoríparas, mas a sua urina é rica em amônia e, em excesso, pode causar um odor desagradável. Portanto, mantenha sua chinchila sempre limpa. As fezes da chinchila são duras, não têm cheiro forte e são alongadas, em forma de um grão de arroz. Fezes moles ou pequenas e redondas, em animais adultos, são sinais de problemas de saúde e que trataremos no item próprio. Algumas chinchilas costumam defecar e urinar sempre no mesmo local dentro da gaiola, o que é comum. Durante a troca da maravalha, deve-se procurar também fazer uma limpeza geral na gaiola.

Início


Saúde:
A chinchila é um animal muito rústico e resistente a doenças comuns a outros animais em cativeiro. Não há registros até agora, de doenças epidêmicas em chinchilas em todo o mundo, sendo assim não é necessário vacina-las. Não há registro de doenças transmissíveis ao homem e vice-versa. 

Início


Doenças:
As chinchilas são animais rústicos, de pelagem densa,que não contraem parasitas como piolhos, pulgas,carrapatos etc. e que, salvo raras exceções, não transmitem doenças. Portanto, elas não precisam ser vacinadas.

Se uma chinchila for adequadamente alimentada, mantida em uma gaiola de bom tamanho, atendida em suas necessidades diárias de banho, atenção, brincadeiras, raramente irá ficar doente. As doenças das chinchilas decorrem geralmente da falta ou precariedade de algum destes itens.

Convém sempre consultar um veterinário que entenda de chinchilas, na falta de um veterinário especializado, procure consultar-se com o criador que lhe vendeu a chinchila ou com outros criadores e donos de chinchilas e que certamente poderão orientá-lo.

Todas as informações transmitidas a seguir foram obtidas dos mais conceituados criadores aqui do Brasil, além de fóruns de criação de chinchilas europeus e argentinos. O que se pretende aqui é indicar as doenças passíveis de serem contraídas e seu diagnóstico. O tratamento deve ser ministrado por um técnico.

A alimentação da chinchila é a base de sua boa saúde. Portanto, todo cuidado é pouco. Forneça ao seu animal ração peletizada de boa qualidade, própria para chinchilas. Lembre-se que a sua chinchila não é um coelho, nem um hamster. Forneça também sempre alfafa. A má alimentação pode ocasionar alguns problemas de saúde.

a) - Constipação intestinal: as fezes da chinchila devem ser duras e compridas, no formato de um grão de arroz. Examine sempre a gaiola para verificar se o animal está defecando normalmente e se as fezes apresentam o tamanho
e formato corretos. Caso contrário seu animal pode estar sofrendo de constipação intestinal ou prisão de ventre. Uma ameixa seca geralmente resolve o problema, mas, se ele persistir, consulte um veterinário. É importante fornecer ao animal diariamente a alfafa seca, de preferência em rama, pois ela ajuda no bom funcionamento intestinal.

b) Diarréia: também pode ser ocasionada pela má alimentação ou alimentação inadequada, troca de ração, ração ou alfafa mofada ou velha. Deve-se suspender a alimentação por 24 horas e manter o animal somente com água em abundância. Caso o problema persista, procure logo um veterinário, pois pode ser um problema mais sério, uma intoxicação ou infecção parasitária com a necessidade de administração de antibióticos.

c) - Tricofagia ou "Comepelo": Ocorre quando a chinchila arranca e come o próprio pêlo. Vários são os fatores que podem levar a este sério problema: alimentação insuficiente, falta de nutrientes, stress, falta de banho de carbonato, gaiola inadequada, falta de atenção, de brincadeiras, morte na família da chinchila, medo, barulho em excesso, prenhez, parto, aborto, mudança de ambiente, de gaiola. Alguns criadores cogitam até mesmo do fator hereditário, mas este ainda não está 100% comprovado.

Caso a chinchila comece a comer o próprio pêlo é bom fazer uma avaliação de todos os fatores que as estão levando a este comportamento:
Cheque a alimentação, se tem sido adequada, em quantidade suficiente etc. É recomendável uma suplementação de vitaminas e principalmente ferro para os comepelos.

Observe se a chinchila está num ambiente adequado, arejado, tranqüilo, em uma gaiola de tamanho ideal para o número de animais nela mantidos, fresco etc. O meio ambiente atua diretamente sobre as chinchilas. Verifique a incidência de barulhos estridentes, cães latindo, presença de gatos e outros animais que possam estressar a chinchila. Mudanças de ambiente, de gaiola e de parceiros, sem a devida ambientação podem desencadear o stress.

Verifique se está fornecendo diariamente o banho à chinchila. O banho só deve ser interrompido em casos excepcionais.

Algumas fêmeas começam a comer pêlo durante a gestação, ou logo após o parto e durante o período de lactação. Convém dar-lhes uma dose a mais de ração, bastante alfafa e suplementação de vitaminas e cálcio, principalmente. 

Por fim, a incidência de tricofagia também pode ocorrer após um aborto, um parto mal sucedido, após a morte de um membro da família. Nestes casos, um calmante natural indicado para aliviar o stress é o vinagre de maçã. Pode ser fornecida uma colher de chá no bebedouro durante cerca de 10 dias. Consulte, contudo, um profissional, a fim de averiguar se não existem outras causas.

d) - Fungos: Eles se encontram no próprio ar e atacam quando o sistema imunológico do animal está fraco ou debilitado e isto pode ocorrer mais ou menos pelos mesmos motivos que levam o animal a comer o próprio pêlo. Quando os fungos atacam, o animal, contudo, perde todo o pêlo até o couro e não raras vezes aparecem crostas sanguinolentas no couro e nas orelhas do animal. O tratamento para fungos não é difícil, mas é um pouco demorado. Deve-se procurar orientação sobre os medicamentos a serem ministrados. Normalmente o medicamento é passado sobre a própria área afetada. Paralelamente ao tratamento com o medicamento, deve-se atacar as causas que ensejaram a debilitação do animal. Melhorar a alimentação, evitar o stress, fornecer suplementação de vitaminas. Com o sistema imunológico reforçado dificilmente a chinchila irá contrair o fungo.

e)- Oclusão Dentária: ocore geralmente quando a chinchila tem um crescimento excessivo ou inadequado dos dentes. Pode ser ocasionado por fator genético, pela falta de desgaste dos dentes e por má formação dos mesmos. A chinchila começa a ficar apática, perde o apetite, perde peso e muitas vezes começa a babar ou a lacrimejar os olhos. Convém levar o animal o mais rápido possível para um veterinário, que certamente irá cortar ou serrar os dentes. Se não for tratada a tempo, a oclusão dentária certamente será fatal.

e) - Conjuntivite: o animal aparece com o olho ou olhos fechados, ou com secreção. A conjuntivite é razoavelmente comum entre as chinchilas e transmissível entre elas. Convém tratar o problema assim que for detectado, para evitar a cegueira. É comum nos filhotes, que enfiam a cabeça no pêlo das mães para mamar. Por isso que o banho de pó é interrompido nos primeiros dias após o parto. O tratamento adequado é com água boricada e colírio, devendo-se consultar um veterinário para prescrever as quantidades e medidas. Geralmente o problema é sanado em poucos dias.

f) - Fraturas, mordidas, corte, perdas de dedos e contusões: Em caso de fraturas, principalmente as expostas, corra ao veterinário! Para aliviar a dor do animal até a chegada ao veterinário, pode ser fornecida uma gota de dipirona sódica em uma passa; se o animal ferido for um filhote, pode ser ministrada a dipirona sódica infantil. No caso de mordidas, cortes, perdas de dedos e contusões, geralmente uma pomada antiinflamatória duas vezes ao dia resolve o problema. Mas convém sempre consultar o veterinário. Em todos estes casos é preciso suspender o banho de pó a critério do veterinário. É impressionante como as chinchilas se adaptam e conseguem conviver bem com suas limitações. A perda de dedos e até da mão não impede, no mais das vezes, que elas tenham uma vida absolutamente normal. Mesmo fraturas são superadas com razoável rapidez e o animal volta a ter uma vida normal.

g) - Convulsões: podem levar até quinze minutos e são terríveis. Também podem ser ocasionadas por vários fatores, como excesso de atividade, fadiga física e emocional, falta de nutrientes como cálcio, ferro, magnésio, falta de alimentação. É bom consultar um veterinário, pois a convulsão pode estar mascarando algum outro problema. Adicionalmente, pode-se fornecer uma suplementação de vitaminas e cálcio para o animal. Procure mantê-lo tranqüilo.

h)- Flatulência: o animal perde o apetite e se arrasta com a barriga no chão, não consegue esticar as patas traseiras e tem ataques que lembram uma convulsão. Pode ser fornecido medicamento específico para gases, a critério do veterinário.

i) - Problemas Respiratórios: Quando se trata de problema pulmonar a chinchila apresenta além de dificuldade respiratória, secreção. Quando são problemas respiratórios ligados à traquéia o animal parece engasgado e fica sem ar e não tem secreção. São doenças graves que devem ser tratadas logo para evitar a morte.

Início

 

Informações fornecidas e gentilmente autorizadas para divulgação por:

   e