Pet-Informações GERBIL
| O que são Gerbils | Comportamento |
| Alimentação | |
| Reprodução | |
| Cores | |
| Problemas de Saúde | Ficha Resumo |
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que são Gerbils? - História e características gerais
Gerbils são pequenos roedores que habitam savanas, estepes, regiões desérticas e semidesérticas da Ásia Central, Índia, Oriente Médio e África. Têm a coloração tipicamente agouti com o ventre branco, podendo variar sua pelagem de cinzento a marrom avermelhado com as pontas dos pêlos pretas e o ventre pode ser de branco até um creme pálido, dependendo do habitat. A cauda é coberta de pêlo, diferente da cauda de ratos e camundongos, e geralmente termina em um tufo de pêlos. Embora sejam freqüentemente chamados de "ratos do deserto", os gerbils pertencem a uma família diferente da dos ratos e camundongos, a Gerbillinae, que contém cerca de 100 espécies. O gerbil comumente mantido como animal de estimação é o gerbil da mongólia (ou esquilo da mongólia), cujo nome científico é Meriones unguiculatus que significa "pequeno guerreiro com garras". O gerbil (como é chamado o esquilo da mongólia nos EUA e Europa), é um dos poucos que pode ser criado como bicho de estimação, devido ao temperamento sociável e pacífico. A cor original do gerbil da Mongólia é a que chamamos agouti. Os pêlos dorsais têm base cinza, o meio amarelo e a ponta preta. A barriga e patas são bege ou brancas e as garras são pretas. A pelagem deve ter um brilho sedoso. Este brilho é causado por uma substância oleosa, excretada por uma glândula na barriga do gerbil. Ambos os sexos possuem esta glândula e eles podem deixar seu odor nos objetos ou neles mesmos apenas a esfregando contra eles. O gênero Meriones ocorre no Norte da África, Turquia, Noroeste da Índia e Ásia Central. Foram descobertos em 1811 e criados em cativeiro só em 1930 quando C.Kasugo, um zoologista japonês, levou ao seu país alguns exemplares da bacia de Amur na fronteira da Rússia com a China. Todos os gerbils de estimação de hoje descendem destes exemplares. O primeiro avistamento da espécie por europeus foi na Mongólia, em 1867. Em 1954, um laboratório japonês mandou 22 exemplares para os Estados Unidos para pesquisas científicas e estes exemplares se tornaram os ancestrais dos gerbils nos EUA. Em 1964, foram importados no Reino Unido. Inicialmente eram usados em pesquisas laboratoriais e, posteriormente, a partir de 1982, para detectar drogas em bagagens nos aeroportos canadenses e em revistas a visitantes de prisioneiros em Toronto, por causa de seu excepcional faro. A estepe da Mongólia, onde o gerbil da Mongólia selvagem vive, é extremamente desértico. Devido ao fato de que não são muitos os animais que podem viver em tais circunstâncias, o gerbil não tem muitos inimigos naturais. Para escapar de tais inimigos, os gerbils podem pular muito bem. Essa capacidade de pular, que também auxilia bastante ne hora de escapar do ataque de gerbils rivais, é devido às suas fortes patas traseiras. Os gerbils da Mongólia selvagens vivem em grupos familiares de cerca de 20 indivíduos; de todos estes, apenas um macho e uma fêmea alfa cruzam regularmente. Vivem em grandes tocas que consistem em várias câmaras para ninhos e para armazenar comida. Normalmente há apenas uma família de gerbils vivendo num sistema de tocas, mas às vezes há uma cooperação entre famílias diferentes, especialmente quando há ameaça de perigo. Gerbils são escavadores talentosos. Suas fortes patas traseiras são ótimas para cavar. Os gerbils cavam o solo com suas curtas, mas fortes patas dianteiras e chutam a terra com suas patas traseiras. O sistema de tocas do gerbil tem mais de uma saída, o que dá a ele mais chances de escapar de algum perseguidor que tenha entrado na toca. A maioria dos túneis são construídos perto da vegetação, pois assim as raízes das plantas podem sustentá-los. Sua dieta consiste principalmente em sementes, raízes e folhas. No verão eles preferem comer partes verdes da planta, e no inverno preferem sementes e frutas. Embora sejam principalmente herbívoros, os gerbils ocasionalmente incluem insetos em sua dieta. O habitat dos gerbils é seco e pode ficar bastante frio. Este é o motivo pelo qual eles desenvolveram a capacidade de evitar a perda de água, produzindo pouca urina e suor, e de conservar calor, com sua constituição compacta, cauda peluda e pequenas orelhas. Embora suas orelhas sejam pequenas, seus ouvidos são grandes e adaptados para uma excelente audição de sons de freqüência muito baixa, como o som produzido pelo bater de asas de uma coruja, por exemplo. Os gerbils raramente apresentam vocalização, se comunicando principalmente pelo cheiro. Uma comunicação mais incisiva ocorre quando há sinal de perigo ou no contato sexual: os animais batem ritimadamente as patas traseiras no chão. Diferente da maioria dos gerbils e de outros pequenos roedores, os gerbils da mongólia não são noturnos e parecem alternar períodos de vigília e descanso tanto de dia quanto a noite. Gerbils são muitas vezes confundidos com ratos ou camundongos, mas há algumas diferenças claras entre eles. Gerbils cavam, e ratos e camundongos não. Gerbils têm olhos vermelhos ou pretos maiores que os dos camundongos. A cabeça do gerbil é mais curta e larga, como a cabeça de um esquilo, e suas patas traseiras são mais longas que as dianteiras, enquanto as patas dos camundongos são quase da mesma largura. Gerbils também têm uma cauda longa e peluda, com um tufo no final e ratos e camundongos têm a cauda quase pelada. Outra diferença mais difícil de se perceber é que os incisivos superiores do gerbil têm um encaixe apertado na sua face anterior, e o camundongo não tem. Pouco conhecido no Brasil, apesar de encontrado em lojas especializadas, este roedor já faz parte da lista dos 10 animais de estimação favoritos nos lares americanos, segundo artigo publicado no New York Times em 12 de novembro de 92. Por ser um animalzinho limpo, ocupar pouco espaço, não produzir cheiro ruim e ser dócil e de fácil adestramento, está se aumentando muito a venda de gerbils em Pets no Brasil.
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A pelagem de um animal reflete seu estado geral de saúde. Um animal estressado e com alimentação pobre terá pêlos opacos, arrepiados e falhados (a maioria dos gerbils em lojas de animais são assim). Desta forma, o grande segredo para manter um gerbil sempre saudável, e com a pelagem brilhante e bonita é uma alimentação balanceada. Uma boa opção são as diversas misturas comerciais especiais para pequenos roedores que já vêm balanceadas. No entanto, se você preferir, faça sua própria mistura em casa. É uma opção mais barata, e você se certifica de estar oferecendo todos os nutrientes que o gerbil precisa. A mistura deverá incluir: sementes de girassol, sementes de girassol branco, ração para pássaro preto ou semelhante, aveia com casca, trigo integral, soja, cevada, sorgo integral, alfafa desidratada, ervilha seca, amendoim (pouco), ração para gato, frango ou cachorro (bem pouco). Você também pode oferecer ração para ratos de laboratório (labina), pois tem a vantagem de durar por muito tempo e ainda desgastar os dentes, além de os gerbils gostarem bastante. A comida pode ser servida em qualquer potinho baixo de metal ou cerâmica (os de plástico serão rapidamente roídos). Uma boa opção são latas de atum, depois de bem lavadas e com as partes pontudas removidas. Um comportamento bastante comum entre os gerbils é enterrar seus pratos de comida. Não há mal nenhum, mas certifique-se de checar os potinhos pelo menos a cada dois dias. Para agradinhos ocasionais, você pode oferecer pedaços de biscoito Maisena ou Cream-Craker, amendoins (bem pouco) e pedaços de verduras como couve, chicória e espinafre; legumes como cenoura e nabo ou frutas como banana e melão (remova os restos após 24 horas caso não tenham sido totalmente consumidos). Nunca dê alface ou frutas ácidas como laranja e abacaxi e não exagere na semente de girassol e no amendoim, pois podem fazer mal ao estômago dos bichinhos. De vez em quando, você pode oferecer larvas de Tenebrios molitor (para impedir que as larvas atinjam o estado adulto, basta guardá-las na geladeira, pois o frio impedirá o crescimento; podem ser armazenados por até 6 meses na geladeira) e pequenos grilos, obtidos em casas especializadas em animais exóticos. Pode parecer meio nojento, mas eles gostam bastante. Um dos mitos na alimentação dos gerbils é que, como eles são animais provenientes do deserto, não precisam de água. Isto é uma grande mentira! Nunca deixe de oferecer água pura e filtrada para seus gerbils. Use uma garrafinha especial para roedores, que pode ser de plástico ou de vidro, com a ponta de metal. Na água, você pode acrescentar 2-3 gotas de vitamina própria para roedores e pequenos animais, como VitaGold (vendida em lojas de animais), que é um bom suplemento e estimula o apetite - embora suplementos vitamínicos não sejam necessários com uma alimentação bem balanceada.
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| Reprodução
Antes de começar a reproduzir gerbils, há algumas questões que devem ser consideradas. Criar gerbils não é apenas colocar um macho e uma fêmea juntos e esperar para ver no que vai dar. Não basta ler esta página para começar uma criação responsável, pois você precisará estudar e se dedicar bastante. Afinal, você estará criando animais de estimação, e quanto mais tempo você gastar com os filhotes, amansando-os, melhores mascotes eles serão. Antes de mais nada, é necessário conhecer bastante sobre gerbils, sua procriação e sua genética, fazer um bom plano de criação, achar bons padreadores e pensar em qual será o destino dos filhotes. Eles serão vendidos para uma loja de animais (geralmente essas lojas não dão os devidos cuidados e não se importam com o destino deles) ? Você tem amigos que ficarão com eles? Você os anunciará em revistas e lojas de animais? Terá uma página na internet? E se não conseguir encontrar um bom lar para os filhotes? Estas são apenas algumas perguntas que você deverá se fazer antes de pensar em iniciar uma criação. Um gerbil tem, em média, 6 filhotes por ninhada e 7 a 20 ninhadas durante toda a vida, e isto significa que você precisará arranjar pelo menos cerca de 3 bons lares por ninhada. Como a maioria dos roedores, os gerbils se reproduzem com bastante facilidade, bastando juntar um macho e uma fêmea na mesma gaiola. No entanto, se ambos não se conhecerem desde filhotes, será necessário fazer uma cuidadosa apresentação O gerbil atinge sua maturidade por volta de 10-12 semanas de vida, e permanece produtivo até cerca de 18-24 meses. No entanto, se uma fêmea jovem for colocada na presença de um macho maduro, ela poderá ficar fértil antes do período normal. A fêmea entrará no cio a cada 4-6 dias em média e permanecerá fértil por cerca de 12 horas. O cruzamento deverá ocorrer à noite, quando o macho baterá várias vezes as patas traseiras no chão da gaiola e montará na fêmea. Se esta aceitá-lo, ela levantará a parte traseira e afastará lateralmente a cauda, se não, fugirá. O macho montará várias vezes na fêmea, por cerca de 2 segundos de cada vez, antes de ejacular. O macho checará seus órgãos genitais a cada vez que montar e desmontar, e quando ambos (macho e fêmea) checarem seus órgãos genitais, ele provavelmente terá ejaculado. O ideal é colocar apenas um macho e uma fêmea juntos, e mantê-los juntos durante toda vida. Os gerbils são monogâmicos e se apegam ao seu par, não devendo ser separados sem necessidade. Embora não pareça haver maiores problemas em colocar dois machos e um fêmea juntos (exceto pelo fato de que você não saberá quem é o pai), não é recomendado colocar duas fêmeas e um macho juntos, pois sendo a fêmea o sexo dominante da espécie, eventualmente elas podem brigar pelo macho. Em geral, cerca de 15 dias após o cruzamento, já dará para notar que a fêmea está prenha. Ela ficará mais gordinha, "barriguda" e arredondada, e, olhando de perto, você notará que a barriga dela está cheia de "carocinhos". Durante a gravidez, ela comerá e beberá mais, e é recomendável reforçar sua dieta com mais proteína (ração de gato é uma boa opção) e alguma vitamina líquida, como Vita Gold, Roevit ou Hidrovit, se você já não estiver usando-as. A gravidez durará 21-24 dias e, em geral, pouco depois do nascimento dos filhotes, os pais acasalarão novamente. Se esta gravidez pegar, o que nem sempre ocorre, a implantação dos filhotes no útero sofrerá um atraso, e esta segunda ninhada só nascerá após o desmame da ninhada atual. Em geral, os gerbils têm ninhadas de 7 em 7 semanas, embora possam ocorrer até de 5 em 5 semanas. Não é necessário dar "descanso" artificial à fêmea, pois o próprio casal se regulará de forma a não se sobrecarregar com muitos filhotes. Às vezes, principalmente em se tratando de casais mais velhos, os gerbils darão descansos maiores entre as ninhadas. Uma dúvida que muitas pessoas têm é quanto a deixar ou não o pai na gaiola após o parto. Embora o pai se afaste do ninho por algumas horas (ou mesmo dias, em alguns casos) após o parto, ele deverá sim ser deixado na gaiola, pois mais tarde ele ajudará a criar os filhotes, limpando-os e tomando conta deles. Além disso, se o pai for removido da gaiola, será bastante difícil apresentá-lo à fêmea depois, sendo necessário fazer a apresentação Não é recomendado deixar a ninhada anterior junto com os pais e a nova ninhada, a não ser que o espaço seja muito grande ou que a ninhada anterior tenha sido pequena, pois a mãe pode ficar estressada com a superpopulação na gaiola e matar os filhotes mais novos. Caso você não queira uma segunda ninhada, será necessário remover o pai da gaiola imediatamente após o parto, e a fêmea terá que cuidar dos filhotes sozinha. Embora esta não seja uma situação ideal, é a maneira mais econômica de impedir que eles cruzem novamente. A outra maneira seria castrando o macho, através de uma operação que deverá ser realizada por um veterinário especializado. No caso de separação do casal, quando os filhotes desmamarem apresente um macho ao pai e deixe uma fêmea com a mãe, para lhes fazer companhia. Filhotes Ao nascer, os filhotes são bem pequenos (3 cm, sendo 1 cm de cauda), pesam em média 2,5 gramas e possuem uma coloração rosada. Eles nascem cegos, surdos, sem olfato, sem pêlos e fazem um barulho bem peculiar, parecendo pios. Com poucas horas, já começará a surgir a pigmentação da pele, e um criador experiente já poderá saber quais as prováveis cores dos filhotes. Filhotes com base do pêlo escura apresentarão pigmentação escura na pele e filhotes com a base do pêlo clara, apresentarão pigmentação clara. Os malhados apresentarão mistura de ambas as pigmentações. Já no nascimento é possível saber a cor dos olhos dos filhotes: nos que tiverem olhos pretos, haverão manchas escuras na região dos olhos e nos que tiverem olhos vermelhos, a pele se confundirá com os olhos. Em poucos dias eles começarão a apresentar uma fina camada de pêlos, e após duas semanas, estarão com a pelagem completa. O olfato surge por volta dos 4 dias, a audição apenas alguns dias depois, e os olhos se abrem por volta de 15-20 dias. Com poucos dias, eles já estarão "engatinhando" no ninho, e eventualmente dando passeios maiores pela gaiola. Com cerca de uma semana e meia, eles começarão a circular livremente pela gaiola. Não pegue os filhotes antes dos pêlos terem crescido (cerca de 15 dias), pois suas mãos podem modificar o cheiro do filhote e este poderá ser rejeitado pela mãe. Quando já estiverem cobertos de pêlos, você poderá começar a amansá-los, acostumando-os com as mãos humanas. Segure-os delicadamente e com muito cuidado. Você se surpreenderá com o que um filhote é capaz de fazer! Mesmo antes de abrirem os olhos, eles podem pular da sua mão a uma velocidade surpreendente, se mostrando bastante "escorregadios". Muitos criadores inexperientes deixam seus filhotes caírem, o que pode machucá-los seriamente ou mesmo matá-los, simplesmente porque não imaginam que aquelas coisinhas pequeninas e delicadas possam ser tão ágeis. Para maior segurança, segure-os apenas em cima de um lugar macio (uma cama, por exemplo) e os mantenha bem próximos do chão (da cama, no caso). Ao abrirem os olhos, os filhotes começarão a beliscar a comida sólida, mas não tome isso como um sinal de que eles já podem ser separados da mãe, pois eles precisarão de um tempo para se acostumar com a nova comida. Com cerca de 4 semanas, os filhotes começarão a desmamar, e deverão estar completamente desmamados por volta de 5 semanas, quando já poderão ser separados da mãe e divididos por sexo em gaiolas diferentes. Com 6 semanas, poderão ser encaminhados para um novo lar. Quando a pelagem começar a cobrir os filhotes, você poderá identificar o sexo pelas tetinhas das fêmeas, que ficam bem visíveis nesta época. São pequenas regiões circulares sem pêlos na barriga, e em geral, só ficam visíveis 4 delas. Compare vários filhotes entre si, e, mesmo com pouca prática você perceberá a diferença. Anote as cores e os sexos. Se houverem dois filhotes da mesma cor e com sexos diferentes, é interessante procurar uma maneira de diferenciá-los, como a tonalidade da cor, pois há um período "intermediário" em que será bastante difícil identificar o sexo. Neste período, entre 3 e 5 semanas mais ou menos, a única maneira de diferenciar os sexos é pela distância entre o órgão sexual (que é uma pequena projeção, tanto em machos quanto em fêmeas) e o ânus. Nos machos, esta distância é maior do que nas fêmeas. Outra vez, é mais fácil identificar o sexo comparando os filhotes entre si. Com cerca de 5-6 semanas, já será bem fácil identificar o sexo, pois os machos começarão a desenvolver testículos. No início, serão apenas pequenos montinhos, mas já será possível perceber bem a diferença em relação às fêmeas. Veja a diferença: ![]() ![]() |
| Problemas
de saúde
Em geral, os gerbils são animais
muito resistentes, e raramente pegam doenças. No entanto, há alguns
problemas que podem afetá-los.
Problemas respiratórios Tumores Cauda quebrada Pata quebrada Ataques de coração Paralisia ou espasmos Nariz vermelho Diarréia/Mal de Tyzzer A diarréia também pode ser causada pelo excesso de alimentos úmidos (folhas, legumes, frutas, etc.) na dieta. Se este for o caso, apenas retire estes vegetais da alimentação e, em poucos dias os gerbils deverão se recuperar. |
| Comportamento
A maioria dos gerbils apresenta determinados comportamentos, que podem ser facilmente interpretados: BatidasQuando os gerbils estão alarmados ou excitados, eles batem suas patas traseiras ritimadamente no chão. É uma maneira de comunicar que há perigo por perto. Quando um gerbil de uma colônia produz batidas, os outros imediatamente param o que estão fazendo para escutar, podendo responder com batidas também. Outro tipo de batidas pode ocorrer no acasalamento, mas estas serão ignoradas pelos outros gerbils. As batidas associadas ao acasalamento são diferentes das batidas associadas ao perigo, e tanto os gerbils quanto donos de gerbil mais experientes conseguem perceber a diferença. Limpar e pentear Brigas Evitando brigas: Montar e marcar o território Escavações compulsivas no canto da gaiola Fugas Quando você descobrir em que cômodo ele está, espere calmamente, sem fazer barulho, até ele aparecer. Isto em geral não demora muito, pois os gerbils não resistem à curiosidade de investigar o cômodo. Você poderá então pegá-lo com as mãos (certifique-se de não pegá-lo pelo rabo) ou usar uma pequena caixa. Quando ele entrar na caixa para investigar, prenda-o e leve-o de volta à gaiola. A maioria dos gerbils voltará à gaiola se ela estiver no mesmo cômodo que eles, embora isso possa demorar um pouco. Se você estiver disposto a esperar, apenas coloque a gaiola aberta (de forma que ele possa entrar) no cômodo e espere. Se você não conseguir achar o gerbil, ou mesmo não conseguir pegá-lo, coloque algumas sementes de girassol e um pratinho com água não chão do cômodo que eles estão (ou nos cômodos em que você está procurando) para atraí-los. Conte as sementes no momento da colocação e algumas horas depois. Se alguma semente estiver faltando ou cascas de semente estiverem no chão, é sinal de que o gerbil está lá. Comportamento em relação a gerbils
estranhos OBS.: Nunca deixe seus gerbils em contato com qualquer outros tipos de animais (como hamsters, cães, aves) pois os gerbils farão tudo para defender seu território contra os "intrusos" e estes também poderão ser perigosos para eles. |
| Ficha
Resumo
Classificação: Filo: Chordata (cordados) Subfilo: Vertebrata (vertebrados). Superclasse: Gnathostomata (vertebrados c/ mandíbulas) Classe: Mammalia (mamíferos) Subclasse: Theria (mamíferos avançados) Infraclasse: Eutheria (mamíferos placentários) Ordem: Rodentia (roedores) Subordem: Myomorpha Família: Cricetidae Subfamília: Gerbillinae Tribo: Gerbillini Subtribo: Merionina Gênero: Meriones Espécie: Meriones unguiculatus (Meriones = guerreiro citado por Homero em "A Ilíada"; unguiculatus = com garras) A ordem Rodentia é a maior dos mamíferos, com mais de 1.700 espécies, incluindo os esquilos, castores, cutias, porcos-espinhos, ratos, lemingues, chinchila, camundongos, capivara etc. Os mamíferos dessa ordem são antiqüíssimos: existem desde o período Eoceno. Locais de origem: Características gerais: Nome em inglês: Gerbil ou Mongolian jird. Tamanho: 12 centímetros de corpo e 6-12cm de cauda. Peso: 52 a 133 gramas. Expectativa de vida: 3-4 anos. Idade máxima alcançada por um gerbil: 8 anos Consumo diário de alimento: 5 a 8 gramas para 100g de peso. Consumo diário de água: 4 a 7 ml para 100g de peso. Temperatura corporal do gerbil: 37.4 a 39.0ºC. Freqüência respiratória: 70 a 120 vezes por minuto. Freqüência cardíaca: 260 a 600 vezes por minuto. Umidade ambiente recomendável: 30 a 50%. Temperatura ambiente recomendável: 22 a 23ºC. Maturidade sexual: com cerca de 10-12 semanas, podendo demorar um pouco mais para iniciar o ciclo reprodutivo. Período fértil da fêmea: de 4 dias a cada 6 dias. Duração da gravidez: 21-24 dias Freqüência de ninhadas: a cada 5-7 semanas, diminuindo a medida que envelhecem. Número de filhotes: em média 4-6 filhotes por ninhada, podendo aumentar ou diminuir de acordo com a idade do casal. Número de ninhadas durante toda a vida: em média 7, mas podendo chegar até 20 ninhadas. Cores de Gerbils: No Mundo: Além das citadas acima, existem agouti cinza ou chinchila, agouti claro, creme marfim, mel de olhos escuros, raposa amarela, raposa polar, abricó, laranja, laranja de olhos vermelhos, branco de olhos pretos, branco de olhos rubi, topas, ardósia, pérola, noz moscada, noz moscada prata, azul, safira, etc. Obs.: Todas as cores de gerbils podem ser encontradas na forma malhada. Alimentação: Deve-se dar sementes de girassol, sementes de girassol branco, aveia com casca, trigo integral, soja, cevada, sorgo integral, milho seco, alfafa desidratada, ervilha seca, amendoim (pouco), ração para gato, frango ou cachorro (bem pouco) e ração para pássaro preto. Frutas (como melão e banana), verduras (como alface, couve, chicória e espinafre), legumes (como cenoura e nabo) (remover os restos de frutas, legumes e verduras após 24h), biscoitos Maisena, Cream-Cracker ou biscoito para cães e insetos como grilos e larvas de Tenebrios molitor (obtidos em lojas de animais exóticos) podem ser ocasionalmente incluídos na dieta. Pode-se também adicionar vitamina (Vitagold ou Linatone) à água. Instalações adequadas: |